Como usá-los
O nervosismo é o assunto, não um efeito colateral
Alguém na sala já chega com frio na barriga por causa da ligação, e é disso que
o capítulo 1 realmente trata. Antes de encerrar, diga em voz alta o que desfaz
esse medo: quem recebe o contato chega depois de Deus, não antes dele. A obra
já estava em andamento.
Há um mal-entendido parente desse. Quando a sala ouve que o contato é uma
confiança, alguns endurecem e passam a pisar em ovos. A palavra descreve um
presente recebido; não é um aviso de perigo.
O capítulo 2 tem a mesma forma. Dizer a alguém que ele não é o especialista
pode soar como desqualificação, quando é justamente o contrário: repassar o que
recebeu é a credencial dele.
Confira as respostas contra o papel
É comum uma equipe aplaudir a diferença entre método e aula e, cinco minutos
depois, descrever um convite para o domingo. Não gaste outra explicação. Ponha a
frase impressa do formulário ao lado do que escreveram e deixe que comparem.
Enviada é melhor que bonita
No capítulo 3 a sala costuma se apaixonar pelo texto da mensagem, e esse
capricho quase sempre é uma fuga do compromisso final. Interrompa cedo. Leia a
sua em voz alta, imperfeita como estiver, e chegue sabendo como vai cobrar, com
carinho, os nomes e datas que eles prometerem.
Fale sem rodeios sobre duas armadilhas quando surgirem: insistir depois de duas
mensagens sem resposta, e cultivar uma amizade com segundas intenções. Quem
recebe percebe.
A régua sobe por gentileza
Quase todo tropeço nesta aula nasce de boa vontade, e cada um tem uma cara
conhecida.
No capítulo 4, é a sacola cheia de apostilas “só para garantir”. No capítulo 6,
é contar no primeiro dia todo o caminho de doze semanas, o que deixa o convite
seguinte grande demais. No capítulo 9, é a mão amiga que chega para apoiar o
grupo novo e, sem querer, assume o comando dele.
Por isso explique para que servem as três regras do capítulo 4: elas cuidam de
quem busca tanto quanto de quem acompanha, e repassar um contato é rotina, não
derrota. E dê um nome e um telefone, não apenas uma diretriz.
O reconto é a porta, e as palavras não mudam
No capítulo 5, o grupo vai querer correr pelo reconto para chegar logo às
perguntas. Segure. Sem engolir, não se digere nada.
Também vai aparecer alguém com uma metáfora nova para os três movimentos,
convencido de que é mais clara. Comer, Digerir, Crescer ficam como estão, para
que um recém-chegado consiga repetir sem tropeçar — e Crescer continua sendo
obra de Deus.
No capítulo 6, lembre que as perguntas sobre a semana que passou não são
aquecimento. São elas que mantêm tudo andando.
Duas confissões honestas que precisam de proteção
“Eu não sei” só é honesto quando vem acompanhado de voltar ao texto juntos. Sem
isso, vira desculpa.
E recuar, no capítulo 8, é competência, não fraqueza nem coisa de quem não deu
conta. Provavelmente alguém na sala está vivendo uma dessas situações hoje;
converse com essa pessoa em particular, depois. Repare também em quem se cobra
por ainda não ter visto fruto — é essa cobrança que leva gente boa a largar tudo
lá pela sexta semana.
Por fim, o “ainda não” do capítulo 9 fala da ordem das coisas e dos convites que
nós fazemos. Não é “jamais”, e não é desprezo pela igreja do bairro. Tenha
pronta a sua resposta para quem quiser visitar a sua igreja no próximo domingo.
Como usar os dois livros
O caderno de exercícios é do participante: uma introdução curta, as perguntas e espaço
para escrever. Imprima frente e verso para um fichário.
O livro do líder é este, com o ensino completo e a camada do facilitador —
tempo por capítulo, o que preparar e o que observar. Mantenha-o aberto à sua
frente durante o encontro. Ele traz respostas e notas que não estão no livro do
participante, então entregue o caderno, nunca este.