Capa: Alcançando um estranho — alguém caminhando por uma estrada ao entardecer, rumo a um lugar onde nunca esteve.

Biblioteca de aprendizagem

Alcançando um estranho

Alguém que você nunca viu pediu para aprender a estudar a Bíblia. Eis o que fazer com isso.

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Mais cedo ou mais tarde alguém te entrega um nome e um número de telefone. Uma pessoa que você nunca viu estava na sala de espera de um posto de saúde, ou num almoço comunitário, e marcou uma caixa dizendo que gostaria de aprender a estudar a Bíblia.

Aí chega a sua vez, e de repente tudo parece muito mais difícil do que no treinamento.

Esta aula é sobre essa distância — do tamanho de uma ligação, onde a maioria desses contatos morre em silêncio. Até o último capítulo você vai saber o que dizer na primeira mensagem, o que fazer no primeiro encontro, como sair com o próximo já marcado e quando dar um passo atrás e passar a situação para outra pessoa.

Nove capítulos curtos. Pré-requisito: Como fazer um Estudo de Descobrimento da Bíblia.

Capítulos

  1. Um nome e um númeroO que lhe entregaram, e o que custou chegar até você.
  2. Pediram para aprender comoLeia a caixa que marcaram de fato. Ela diz o que oferecer.
  3. A primeira mensagemQuatro coisas cabem nela, e uma delas é uma data.
  4. Marcando o encontroOnde vocês se encontram, o que você promete, e as regras que não se negociam.
  5. O primeiro encontroO filho perdido, e os três movimentos que você está de fato ensinando.
  6. Sempre marque o próximoNunca saia sem uma data. O ritmo é o discipulado.
  7. Você não é o professorDuas pressões, e por que nenhuma delas é sua para carregar.
  8. Quando dar um passo atrásAlguns contatos não devem continuar. Saiba para quem você liga antes de precisar.
  9. O grupo que começa sozinhoIgreja, pequeno grupo, e a coisa que vale a pena esperar.

Conduzindo esta aula

Para líderes

Como usá-los

O nervosismo é o assunto, não um efeito colateral

Alguém na sala já chega com frio na barriga por causa da ligação, e é disso que o capítulo 1 realmente trata. Antes de encerrar, diga em voz alta o que desfaz esse medo: quem recebe o contato chega depois de Deus, não antes dele. A obra já estava em andamento.

Há um mal-entendido parente desse. Quando a sala ouve que o contato é uma confiança, alguns endurecem e passam a pisar em ovos. A palavra descreve um presente recebido; não é um aviso de perigo.

O capítulo 2 tem a mesma forma. Dizer a alguém que ele não é o especialista pode soar como desqualificação, quando é justamente o contrário: repassar o que recebeu é a credencial dele.

Confira as respostas contra o papel

É comum uma equipe aplaudir a diferença entre método e aula e, cinco minutos depois, descrever um convite para o domingo. Não gaste outra explicação. Ponha a frase impressa do formulário ao lado do que escreveram e deixe que comparem.

Enviada é melhor que bonita

No capítulo 3 a sala costuma se apaixonar pelo texto da mensagem, e esse capricho quase sempre é uma fuga do compromisso final. Interrompa cedo. Leia a sua em voz alta, imperfeita como estiver, e chegue sabendo como vai cobrar, com carinho, os nomes e datas que eles prometerem.

Fale sem rodeios sobre duas armadilhas quando surgirem: insistir depois de duas mensagens sem resposta, e cultivar uma amizade com segundas intenções. Quem recebe percebe.

A régua sobe por gentileza

Quase todo tropeço nesta aula nasce de boa vontade, e cada um tem uma cara conhecida.

No capítulo 4, é a sacola cheia de apostilas “só para garantir”. No capítulo 6, é contar no primeiro dia todo o caminho de doze semanas, o que deixa o convite seguinte grande demais. No capítulo 9, é a mão amiga que chega para apoiar o grupo novo e, sem querer, assume o comando dele.

Por isso explique para que servem as três regras do capítulo 4: elas cuidam de quem busca tanto quanto de quem acompanha, e repassar um contato é rotina, não derrota. E dê um nome e um telefone, não apenas uma diretriz.

O reconto é a porta, e as palavras não mudam

No capítulo 5, o grupo vai querer correr pelo reconto para chegar logo às perguntas. Segure. Sem engolir, não se digere nada.

Também vai aparecer alguém com uma metáfora nova para os três movimentos, convencido de que é mais clara. Comer, Digerir, Crescer ficam como estão, para que um recém-chegado consiga repetir sem tropeçar — e Crescer continua sendo obra de Deus.

No capítulo 6, lembre que as perguntas sobre a semana que passou não são aquecimento. São elas que mantêm tudo andando.

Duas confissões honestas que precisam de proteção

“Eu não sei” só é honesto quando vem acompanhado de voltar ao texto juntos. Sem isso, vira desculpa.

E recuar, no capítulo 8, é competência, não fraqueza nem coisa de quem não deu conta. Provavelmente alguém na sala está vivendo uma dessas situações hoje; converse com essa pessoa em particular, depois. Repare também em quem se cobra por ainda não ter visto fruto — é essa cobrança que leva gente boa a largar tudo lá pela sexta semana.

Por fim, o “ainda não” do capítulo 9 fala da ordem das coisas e dos convites que nós fazemos. Não é “jamais”, e não é desprezo pela igreja do bairro. Tenha pronta a sua resposta para quem quiser visitar a sua igreja no próximo domingo.

Como usar os dois livros

O caderno de exercícios é do participante: uma introdução curta, as perguntas e espaço para escrever. Imprima frente e verso para um fichário.

O livro do líder é este, com o ensino completo e a camada do facilitador — tempo por capítulo, o que preparar e o que observar. Mantenha-o aberto à sua frente durante o encontro. Ele traz respostas e notas que não estão no livro do participante, então entregue o caderno, nunca este.

Esta aula

9 capítulos

Alguém que você nunca viu pediu para aprender a estudar a Bíblia. Eis o que fazer com isso.

Tempo necessário

Por sessão
20 a 45 minutos por capítulo; o capítulo 5 é o longo
No total
Nove encontros, ou duas meias-jornadas

Antes de conduzir

Quatro capítulos pedem uma resposta real do seu próprio ministério, e não um princípio, e é muito melhor resolvê-las agora do que diante da sala: a corrente que um contato percorre de ponta a ponta, incluindo as palavras exatas do formulário; para quem vai um contato quando as três regras não podem ser cumpridas, com o nome de uma pessoa; o seu caminho de encaminhamento — quem é chamado, em que ordem, e o que acontece depois; e onde fica a lista completa de passagens, para poder apontar para ela. Leve um formulário em branco, se puder. Depois conduza sozinho o primeiro encontro inteiro, em voz alta, com reconto e tudo, e esteja pronto para demonstrar ao vivo os primeiros quinze minutos.

O que levar

  • Um caderno de exercícios impresso para cada participante
  • Uma cópia em branco do formulário de contato do seu ministério