Como usá-los
As seis são a matéria
Alguém vai tratar o capítulo 1 como uma introdução para ler por cima, esperando
o material “de verdade” no capítulo 2. Não caia nisso. As seis frases são a
matéria da turma; os capítulos seguintes só as abrem, uma por uma.
Digam as seis em coro, a sala inteira de uma vez, e não pessoa por pessoa. Quem
tem vergonha de falar sozinho fala junto sem ficar em evidência, e as palavras
entram na boca de todos logo no primeiro dia.
Três convicções que soam como proibições
Cada uma delas pede uma frase simples, dita cedo, senão o grupo abandona a
convicção no primeiro contraexemplo.
No capítulo 2, a mensagem não é que estudar seja ruim. Pode haver na sala
alguém a quem de fato faltou ensino e que precisa de um curso — reconheça isso.
A convicção define para que serve um estudo; ela não condena o resto.
No capítulo 4, a mensagem não é que ninguém deve ensinar. O ensino tem o seu
lugar, só que esse lugar não é o estudo de descoberta. Fique atento a quem passa
a não responder nem a pergunta mais prática, como a página em que estão.
Esconder informação prática não tem nada a ver com a disciplina.
No capítulo 7, a mensagem não é contra a igreja. Repita o “depois” com a mesma
frequência do “primeiro”. E não coloque contra a parede quem coordena um
ministério todo baseado em trazer gente ao culto; a convicção trata de onde a fé
nasce, não de desmontar o trabalho de ninguém. Saiba de antemão como a sua
igreja costuma pensar nisso, e fale da tensão com franqueza.
“Qualquer um” — menos eu
O capítulo 5 inteiro gira em torno desse padrão: o grupo concorda que qualquer
pessoa pode conduzir e, no mesmo fôlego, se exclui. Trabalhe essa segunda parte
com delicadeza, chamando pelo nome quando der.
Antes do encontro, pense em quem da sala tem a certeza silenciosa de que isso
não se aplica a si. Muitas vezes é o mais novo do grupo, quem chegou à fé há
pouco, ou alguém que quase não fala.
Quem tem preparo teológico pode ouvir o contrário, como se estivesse perdendo
espaço. Não está: a convicção multiplica o alcance dessa pessoa, e é justamente
o preparo que torna tentador explicar tudo no lugar do grupo.
Segure a ordem, e tire a competição do reconto
No capítulo 3, as quatro perguntas tendem a sair fora de ordem, quase sempre
começando pela aplicação pessoal. O capítulo 4 mostra por que a ordem sustenta o
estudo; no 3, basta mantê-la.
O reconto, por sua vez, vira disputa de memória com facilidade. Lembre ao grupo
que ele serve para conferir se a passagem foi entendida, e que ninguém está
avaliando ninguém.
Duas frases, no presente
Se o seu testemunho ocupa um parágrafo inteiro, é isso que a sala vai imitar.
Cronometre o seu antes.
No capítulo 6 aparecem duas dificuldades. A primeira é o testemunho que para no
dia da conversão, todo contado no passado; pergunte o que mudou neste ano,
porque é isso que interessa a um vizinho. A segunda é quem acha que não tem
história por ter crescido na igreja. Tem, só não é espetacular. Ajude a pessoa
a perceber o que ficaria faltando na vida dela sem Jesus.
Leve para o último encontro as datas anotadas nos capítulos 2, 5 e 6. Começar
pelo que aconteceu de verdade é o que dá peso aos compromissos daquele dia; um
encerramento simpático sem nada escrito não é o objetivo.
Repare, sem transformar isso em aula, que a sala costuma esquecer a mesma
convicção — quase sempre a terceira ou a sexta. Não volte a ensiná-la. Conte ao
grupo qual foi e por que ela custa mais que as outras, e deixe que tirem a
conclusão.
Como usar os dois livros
O caderno de exercícios é do participante: uma introdução curta, as
perguntas e o espaço para escrever. Imprima frente e verso, para um fichário.
O livro do líder traz tudo isso, mais o ensino completo e a camada do
facilitador — o tempo de cada capítulo, o que preparar e ao que ficar atento.
Deixe-o aberto na sua frente durante o encontro. Ele tem respostas e anotações
que não estão no caderno, então entregue aos participantes o caderno, nunca este.