Como usá-los
Responda à objeção do “não fazer nada” no primeiro encontro
O primeiro capítulo diz que Deus já preparou certas pessoas, e sempre há alguém
que entende isso como licença para parar de trabalhar.
Se aparecer, mostre na hora onde está o trabalho: o capítulo 5 põe um alarme no
celular e o capítulo 6 pede um único passo nesta semana. Dizer isso cedo custa
uma frase; deixar sem dizer significa sete capítulos ouvidos através de um
mal-entendido.
Repare também em quem, no primeiro exercício, escolhe “paz” depressa demais.
Pode ser sincero — e pode ser só o que a pessoa imagina que o líder espera ouvir.
Devolva o grupo ao texto
É no capítulo 2 que um grupo vai responder com sermões lembrados, e não com as
palavras que estão diante dele. Devolva-o ao texto, todas as vezes.
E contenha quem quer correr para a aplicação. O capítulo 6 é a aplicação, e
pesa bem mais quando este foi trabalhado direito.
A má fama dela é o ponto
No capítulo 3, o grupo vai se encantar com a samaritana sem perceber quem ela
era naquela cidade. Diga sem rodeios: a fama dela não é um detalhe do relato; é
o motivo de o relato estar nesta aula.
No terceiro exercício, conte com alguma defesa e mantenha a conversa no plano da
descrição: estamos falando do que programas fazem, e não de igrejas más. Essa
diferença separa um grupo que pensa de um grupo que se protege.
O que se viu, não o que se deseja
A varredura do capítulo 4 falha de dois jeitos, e os dois enchem a página. Uma
lista feita só com gente da congregação não olhou para a colheita; uma folha com
as cinco marcas ao lado de cada nome registra o desejo de quem escreveu, e não o
que essa pessoa observou.
Leve um exemplo real da sua própria varredura, incluindo o nome que quase ficou
de fora. Um caso verdadeiro rende mais que um inventado, e o quase-esquecido
costuma ser a parte mais interessante.
Desconfie da concordância calorosa nos quatro últimos capítulos
Os quatro últimos capítulos são os mais fáceis de aplaudir e os mais fáceis de
deixar sem fazer, e cada um tem uma versão confortável que você não deve aceitar.
No capítulo 5, a versão confortável é entusiasmo sem que nenhum celular saia do
bolso — e, por baixo dela, a ideia de que orar é o preâmbulo do trabalho. Lucas
10 põe a oração em primeiro lugar por um motivo. No capítulo 6, é uma boa
conversa sobre os quatro movimentos que nunca diz qual deles aquela pessoa pulou;
pergunte quando ela fez pela última vez o que vem evitando. Alguém também vai
responder com o plano de um semestre quando o pedido era um único passo em sete
dias.
A versão confortável do capítulo 7 é a mais bem disfarçada das quatro, porque
soa como fé: se Deus está agindo, não sobra nada para eu carregar. Os setenta e
dois ouviram a mesma teologia e mesmo assim andaram até as cidades. A prima dela
é dar um campo por perdido, como terreno difícil, quando ninguém ali de fato
esteve nele — a frase que o capítulo inteiro existe para interromper.
Uma pessoa e uma data cada um
O capítulo 8 é a entrega, e falha de três jeitos reconhecíveis: três nomes no
lugar de um, que é como se foge da escolha; concordância calorosa e nenhuma data
no papel; e um plano que é um evento, e não uma pessoa.
Decida antes a sua pessoa e a sua data, diga-os em voz alta, e decida quem vai
cobrar você.
Como usar os dois livros
O caderno de exercícios é do participante: uma introdução curta, as
perguntas, o espaço para escrever. Imprima frente e verso para um fichário.
O livro do líder é este, mais o ensino completo e a camada do facilitador —
tempo por capítulo, o que preparar e no que ficar atento. Deixe-o aberto à sua
frente durante o encontro. Ele traz respostas e notas que não estão no caderno
do participante, então entregue o caderno, nunca este.