Como usá-los
Esta aula não funciona no abstrato
Cada capítulo pergunta sobre grupos específicos, facilitadores específicos,
pontos de contato específicos. Se ninguém na sala sabe citar um grupo que existe
ou alguém que o conduz, a sala ainda não está pronta para esta aula, e nenhuma
boa discussão muda isso.
Descubra isso no primeiro encontro, e não no quinto. Se ninguém souber citar
ninguém, o movimento honesto é parar e ir descobrir quem está se reunindo no
bairro — é um uso melhor do semestre do que oito encontros de hipóteses.
Não deixe que passem correndo pela comemoração
O capítulo 1 pede a uma sala de líderes de igreja que louvem a Deus por algo que
eles não começaram e não controlam. A maioria das salas dá a isso uns noventa
segundos e parte para a estratégia.
Essa pressa é o próprio instinto que o capítulo corrige. Desacelere de
propósito, diga você a sua frase de louvor primeiro e ouça uma de cada pessoa,
em voz alta. Uma sala que não se alegrou de verdade vai passar os sete capítulos
seguintes administrando um problema, em vez de chegar do lado de uma obra de
Deus.
Observe para que lado as ferramentas são viradas
Três capítulos põem um instrumento na mão da sala, e cada um pode ser usado ao
contrário.
A lista do capítulo 2 sobre o que uma congregação oferece fala da sua igreja —
não serve para medir os grupos. A auditoria do capítulo 3 desmorona quando cada
linha volta dizendo “do lado”; para reabri-la, peça que descrevam como seria um
“por cima” num desses itens, e o que descreverem é a régua que vinham usando. E
as práticas que o capítulo 4 examina quase sempre nasceram de boa vontade e
existem há gerações, então conte com alguma reação de defesa e leia isso como
informação, não como resistência.
Duas armadilhas parecidas. A falsa humildade no capítulo 2: um pastor incapaz de
citar qualquer coisa que a sua gente tenha para dar vai continuar dando nada, e
esses discípulos precisam de parte disso. E, ao longo da aula toda, suavizar o
jeito deixando a estrutura como estava — um tom simpático por cima de uma
exigência de relatório continua sendo uma exigência de relatório.
O capítulo 6 é o que pode causar estrago
O perigo de trazê-los cedo demais é o capítulo mais fácil de citar errado. Contado
por terceiros sem a sua segunda metade, é o que faz uma família acreditar que ali
existem duas classes de membro.
Três coisas o mantêm no lugar. Resolva como você diz a distinção entre cultura e
pessoas antes que alguém a peça: se sair de improviso, no calor da hora, soa
como exclusão, e isso não se recupera. Trate-a como um ritmo que você mesmo
decide, nunca como doutrina ensinada a um grupo. E garanta que ela tenha fim — um
grupo protegido para sempre vira, sem ninguém perceber, uma segunda congregação,
e o capítulo 7 é esse fim, não um acessório.
O capítulo 5 oferece cinco caminhos de parceria, e a sala vai querer os cinco.
Peça um, levado até o fim — cinco promessas num quadro branco é justamente o
desfecho que o capítulo foi escrito para impedir.
A mesma disciplina fecha a aula. O capítulo 8 junta o que cada pessoa se
comprometeu a fazer ao longo dos capítulos 5, 6 e 7 — volte a esses compromissos
antes daquele encontro, ou o fechamento se perde. Desconfie de respostas finais
dirigidas à igreja em abstrato, e não a esta — são fáceis de dar e não mudam nada
na segunda-feira. Ninguém sai sem um compromisso — a quem pedir, e em que dia.
Como usar os dois livros
O caderno de exercícios é do participante: uma introdução curta, as
perguntas, o espaço para escrever. Imprima frente e verso para um fichário.
O livro do líder é este mais o ensino inteiro e a camada do facilitador — o
tempo de cada capítulo, o que preparar e o que observar. Mantenha-o aberto à sua
frente durante o encontro. Ele traz respostas e anotações que não estão no livro
do participante, então entregue o caderno de exercícios, nunca este.